quinta-feira, 26 de março de 2009

Essa semana, eu e Franklin nos permitimos chorar juntos pela primeira vez desde que nossa neném se foi. Ele se abriu, falou das frustrações, da vontade de ser pai. Foi um momento íntimo sem precedentes. Dividimos muitas alegrias em 13 anos de relacionamento. Agora dividimos as dores.
Che Guevara estava errado, não consegui endurecer sem perder a ternura.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Era Julia mesmo!!!!

Ontem chegou o exame de genética do neném, e foi bom saber que realmente era uma menina. Tudo que sonhei não foi em vão, era real, ela existiu. Bem pouquinho, mas existiu.
O ruim é que não tô liberada, já que não foi detectada nenhuma malformação, o que significa que vou ter que fazer os exames de trombofilia, que saco.
Até lá, só com camisinha.
Minha menstruação chegou, num ciclo de 31 dias, acredito que meu organismo tá recuperado.
Ainda sofro muito pelo que não pude viver, mas ainda tenho muitas esperanças que viverei um dia.
Pra quem não queria nem pensar em ter filhos, hein......

Agora, consigo dizer em paz: Julia, minha filha, descanse. Você me deu muitas felicidades no tempinho que passou no meu corpo. Obrigada. Saudades, sua mãe.